Cada vez mais jovens estão percebendo que não é preciso
esperar a vida adulta para conquistar a independência financeira. Seja para
ajudar nas despesas de casa, alcançar um objetivo pessoal ou simplesmente
experimentar o sentimento de autonomia, muitos adolescentes têm encontrado no
empreendedorismo uma oportunidade de transformar o tempo livre em renda,
aprendizado e no primeiro passo rumo a um futuro promissor.
Iniciar um pequeno negócio não exige grandes investimentos.
Com planejamento, criatividade e dedicação, é possível aproveitar habilidades
naturais, como trabalhos manuais, comunicação e iniciativa, para oferecer
produtos e serviços que despertam interesse. A venda direta, tanto pela
internet quanto de forma presencial, tem se mostrado um caminho acessível e
educativo para jovens empreendedores.
Em Patrocínio, esse exemplo ganha rosto e história com a
iniciativa de três meninas de apenas 11 anos. As gêmeas Gabrielly e Nicolly,
estudantes da Escola Irmã Gislene, juntamente com a amiga Maria Eduarda,
estudante bolsista do Colégio Atenas, iniciaram no ano passado, em 2025, a
confecção e venda de pulseiras feitas por elas mesmas. Com o passar dos meses,
o projeto ganhou identidade e nome: Ovelhinha de Deus Acessórios, que
recentemente passou a ser divulgado também pelo Instagram e outras redes sociais.
Além das pulseiras, as meninas também confeccionam terços sob encomenda,
atendendo pedidos personalizados dos clientes.
No fim do ano, a trajetória das jovens empreendedoras chamou a atenção da diretora da Gráfica A3, Isabela R. Cunha, que encontrou as meninas na rua durante uma abordagem de venda. Encantada com a desenvoltura, a empresária as convidou, acompanhadas da mãe de Maria Eduarda, Rosimeire, para conhecer a empresa. Em um encontro realizado no dia 20 de janeiro, a redação da Gazeta esteve presente, ocasião em que elas compartilharam um pouco da história e dos sonhos que motivam o trabalho. “Ter o nosso próprio dinheiro é muito bom”, comentaram, destacando pequenas conquistas do dia a dia, como poder ir à sorveteria e realizar atividades com mais autonomia.
As vendas acontecem principalmente pela internet, entre
amigos e familiares, além da abordagem direta e respeitosa de pessoas em locais
públicos da cidade. As “ovelhinhas de Deus” não utilizam pontos fixos ou
bancas; o contato com os clientes ocorre de forma espontânea, sempre com
educação e muita simpatia.
Toda a atividade é desenvolvida sem prejudicar a rotina
escolar ou os afazeres diários, com o acompanhamento das famílias. As próprias
meninas são responsáveis pela confecção dos produtos, aprendendo, desde cedo,
noções de organização, responsabilidade, trabalho em equipe, controle de
despesas e custos, além do compromisso com cada etapa do negócio.
A experiência das Ovelhinhas de Deus Acessórios mostra que
o empreendedorismo juvenil vai além da renda: é uma importante ferramenta de
formação pessoal, que fortalece valores como dedicação, disciplina e
iniciativa, além de inspirar outros adolescentes a acreditarem em seu potencial
e a darem os primeiros passos na construção do próprio futuro.
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