Ontem, no dia 25 de
janeiro, celebramos não apenas os 363 anos dos Correios no Brasil, mas também o
Dia do Carteiro, uma data que nos remete a momentos nostálgicos, quando as
cartas eram escritas à mão e a expectativa pela resposta fazia parte do
cotidiano. Quando a internet nem sonho era e as novidades chegavam nas notícias
dos jornais! Em Patrocínio, essa história é rica e cheia de nuances.
A Era das
Cartas
Nos
primórdios da correspondência, as cartas eram escritas com penas e tinta. O
processo era demorado, levando quase um mês para ser “transportado” por cavalo
ou jumento, mas sempre na esperança de receber notícias. Durante essa época, o
correio entre Patrocínio e Ouro Preto dependia desse meio, tornando a espera
uma parte significativa da experiência de comunicação.
Avanços
na Comunicação
Por volta de
1850/1860, o telégrafo começou a ser implantado no Brasil, revolucionando a
comunicação. Contudo, na nossa região, os registros indicam que esse avanço só
se consolidou entre 1915 e 1920, com a chegada da ferrovia em Catiara e
Patrocínio. O telégrafo tornou-se um poderoso meio de comunicação,
especialmente no final dos anos 20 e na década de 30. Um telégrafo foi
instalado na antiga sede da Prefeitura, um belo casarão na Praça da Matriz, e
passou a fornecer informações para o IBGE, além de servir para outras
comunicações, incluindo as da Prefeitura Municipal.
O
Surgimento dos Primeiros Jornais e Imprensa Local
A
comunicação em Patrocínio iniciou com os jornais. O primeiro, “O Patrocínio”,
surgiu em 1900, seguido por outros como “Cidade de Patrocínio”. Em 1938, “Tião
Elói” criou a “Gazeta de Patrocínio”, que continua a circular até hoje. Até os
anos 40, esses periódicos focavam principalmente em notícias locais, devido à
dificuldade de acessar informações nacionais.
Desafios
da Era da Informação
Nos anos 40
e 50, a chegada do “Estado de Minas” pelo trem muitas vezes resultava em
atrasos, fazendo com que as notícias fossem lidas apenas no dia seguinte. A
comunicação ainda era marcada pela paciência, pois as cartas e jornais chegavam
com uma lentidão que contrastava com a velocidade da era digital que conhecemos
hoje.
Reflexão
Enquanto
celebramos o Dia do Carteiro, é importante valorizar a trajetória dos Correios
e das pessoas, “Edson dos Correios”
“Marcelo dos Correios”, “Júlio Carteiro” e tantos outros que marcaram
gerações. São homens e mulheres que fizeram da entrega diária uma missão de
ligação entre pessoas, histórias e sonhos. Em Patrocínio e em todo o Brasil, o
carteiro permanece como símbolo de dedicação, confiança e esperança, mantendo
viva a essência da comunicação mesmo em tempos de constantes transformações.
Informações
Acervo Museu, Coluna Eustáquio Amaral, Grupo “Patrocíno que eu vi”
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