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Geral
26/01/2026 - 15h52
25 de Janeiro Dia do Carteiro: uma viagem pelo tempo da correspondência em Patrocínio
DCT (Departamento de Correios e Telégrafos) ou simplesmente Correios. 1970 Esquerda para a direita: Paulo César Oliveira, e Vanderley Zagalo. Os agentes dos Correios: José Osório, Maria dos Anjos, Josefa Nogueira, Helena Paulista, Diolando Rabelo, Franci

Ontem, no dia 25 de janeiro, celebramos não apenas os 363 anos dos Correios no Brasil, mas também o Dia do Carteiro, uma data que nos remete a momentos nostálgicos, quando as cartas eram escritas à mão e a expectativa pela resposta fazia parte do cotidiano. Quando a internet nem sonho era e as novidades chegavam nas notícias dos jornais! Em Patrocínio, essa história é rica e cheia de nuances.

 

A Era das Cartas

Nos primórdios da correspondência, as cartas eram escritas com penas e tinta. O processo era demorado, levando quase um mês para ser “transportado” por cavalo ou jumento, mas sempre na esperança de receber notícias. Durante essa época, o correio entre Patrocínio e Ouro Preto dependia desse meio, tornando a espera uma parte significativa da experiência de comunicação.

 

Avanços na Comunicação

Por volta de 1850/1860, o telégrafo começou a ser implantado no Brasil, revolucionando a comunicação. Contudo, na nossa região, os registros indicam que esse avanço só se consolidou entre 1915 e 1920, com a chegada da ferrovia em Catiara e Patrocínio. O telégrafo tornou-se um poderoso meio de comunicação, especialmente no final dos anos 20 e na década de 30. Um telégrafo foi instalado na antiga sede da Prefeitura, um belo casarão na Praça da Matriz, e passou a fornecer informações para o IBGE, além de servir para outras comunicações, incluindo as da Prefeitura Municipal.

 

O Surgimento dos Primeiros Jornais e Imprensa Local

A comunicação em Patrocínio iniciou com os jornais. O primeiro, “O Patrocínio”, surgiu em 1900, seguido por outros como “Cidade de Patrocínio”. Em 1938, “Tião Elói” criou a “Gazeta de Patrocínio”, que continua a circular até hoje. Até os anos 40, esses periódicos focavam principalmente em notícias locais, devido à dificuldade de acessar informações nacionais.

 

Desafios da Era da Informação

Nos anos 40 e 50, a chegada do “Estado de Minas” pelo trem muitas vezes resultava em atrasos, fazendo com que as notícias fossem lidas apenas no dia seguinte. A comunicação ainda era marcada pela paciência, pois as cartas e jornais chegavam com uma lentidão que contrastava com a velocidade da era digital que conhecemos hoje.

 

Reflexão

Enquanto celebramos o Dia do Carteiro, é importante valorizar a trajetória dos Correios e das pessoas, “Edson dos Correios”  “Marcelo dos Correios”, “Júlio Carteiro” e tantos outros que marcaram gerações. São homens e mulheres que fizeram da entrega diária uma missão de ligação entre pessoas, histórias e sonhos. Em Patrocínio e em todo o Brasil, o carteiro permanece como símbolo de dedicação, confiança e esperança, mantendo viva a essência da comunicação mesmo em tempos de constantes transformações.

 

Informações Acervo Museu, Coluna Eustáquio Amaral, Grupo “Patrocíno que eu vi”



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